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 Para assegurar a força motriz
destes moínhos foram construídos 38 açudes, ou seja,
pequenas barragens de onde partiam as “levadas” de água que
accionavam aquelas “rodas”.
Condições naturais únicas ditaram a Ul a primeira etapa da
industrialização: os moínhos de Ul e as padarias
tradicionais representaram o passo inicial para o
desenvolvimento, em que as actividades dos moleiros e das
padeiras, ambas de igual sobrenome, tiveram grande
influência.
Mais tarde, outra actividade se iniciou com o aproveitamento
dos moínhos de água – a do descasque do arroz que,
progressivamente se foi modernizando, ganhando importância e
primazia até aos nossos dias. Actualmente, o sector da
moagem, embora ultrapassado na predominância que outrora
gozou, continua a manter em Ul uma grande dinâmica. E no que
respeita ao descasque e embalagem do arroz, estão aqui
implantadas as maiores indústrias nacionais do género, que
produzem cerca de 60% da produção nacional.
Nesta freguesia merecem, pois, especial destaque os moínhos
de água ao longo dos rios Antuã e Ul; o fabrico tradicional
do Pão de Ul e da Regueifa de Ul; a Ponte da Salgueirinha; o
Largo da Igreja e a Quinta, Casa e Capela de Adães, datadas
do século XVII.
A Igreja Paroquial, ou de Santa Maria, sita na confluência
dos rios Ul e Antuã e fronteira ao Castro, data de 1790.
Este templo assenta sobre plataforma de um raro monumento
romano ou romanizado, de onde foram exumados dois preciosos
padrões: o marco miliário da milha XII e o Terminus
Augustalis, o qual se encontra embutido na parede exterior
da sacristia. Esta igreja, sobretudo por este motivo, é um
importante centro cultural a preservar.
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